by Fábio Visnadi

LVII

Poema original por e.e. cummings

Tradução por fábio visnadi

algum lugar que eu nunca tenha viajado,contente por trás
qualquer experiência,seus olhos têm o silêncio deles:
no seu mais frágil gesto estão coisas que se aproximam de mim,
ou que eu não posso tocar porquê estão muito perto

seu olhar desprezivo facilmente vai abrir-me
embora eu tenha fechado a mim como dedos,
você abre pétala por pétala a mim como a Primavera abre
(tocando habilmente,misteriosamente)sua primeira rosa

ou se você deseja estar perto de mim,eu e
minha vida vai paralisar muito belamente,de repente,
assim como o coração da sua flor imagina
a neve cuidadosamente todo lugar desmoronando;

nada que nós estamos para perceber nesse mundo é igual
o poder da sua intensa fragilidade:cuja textura
compele-me com a cor das suas terras,
pagando morte e para sempre com cada respiração

(eu não sei o que é em você que fecha
e abre;apenas alguma coisa em mim que entende
a voz dos seus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém,nem mesmo a chuva,tem tão pequenas mãos

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